Café Kafka, em Praga. Necessitando urgentemente de uma metamorfose.
3 February 2010 in Curiosidades, Gastronomia, Lugares e Passeios, RestaurantesQuando o lugar é bom, eu falo. Quando é ruim… eu falo também. Mesmo localizado em Praga, em pleno Josefov (Siroka 12, Praga 1), o Café Kafka não vale uma visita.
O letreiro do caidasso Café Kafka
A primeira impressão, do lado de fora, é de um edifício abandonado – e há poucos no centro de Praga. Mas, vá lá, um ou outro… passa. O que não dá é ser um edifício abandonado E um café. Escolhe: um ou outro.
No começo eu até fiquei confuso. Por um segundo achei que podia ser uma ambientação. Sei lá, um prédio fingindo de velho, para dar o ar soturno das obras de Kafka… faria sentido. E talvez o dono até acredite nisso, mas a verdade é que não rola. O prédio é só velho mesmo, e velho sem um charme especial, e as paredes descascadas e a poeira não ajudam em nada.
Sujo e empoeirado - e não é estilo, é relaxo mesmo.
O salão da frente é um pouquinho melhor – pouco – e tenta trazer o clima da Praga de Kafka com umas fotos de época. Mas mesmo as fotos estão mal cuidadas, em molduras velhas, combinando com os atendentes do lugar. Nas paredes (descascadas e mofadas) estão alguns excertos de obras de Kafka. Mas a preguiça é tanta que eles repetem a mesma frase nos três ambientes. Será que Kafka não produziu meia dúzia de frases inteligentes? Precisa repetir?
O salão do fundo, onde acabei caindo, é especialmente horrível. As paredes ali estão mais velhas, a pintura mais lascada e os bancos de madeira são um prodígio de desconforto. Estava num ponto em que se aparecesse uma barata seria um lucro – pelo menos seria uma referência honesta à obra de Kafka. Mas não tive a sorte de encontrar a barata – a que ponto cheguei…
Tudo isso, porém, se salvaria se a casa contasse com iguarias estupendas. Um café divino, um doce folhado cheio de creme, sei lá… Mas não, só o arroz com feijão de qualquer outra casa, e ainda assim feito mais ou menos. Para coroar, o preço é caríssimo. Realmente, não consegui encontrar um motivo para recomendar o Café Kafka. Então, não recomendo!
Mico on Ice – patinando no gelo em Olomouc
27 January 2010 in Curiosidades, Lugares e Passeios, Perguntas & Respostas, Utilidade pública e tchecaFinalmente conheci Olomouc. Ou, talvez, mais correto seja dizer que Olomouc me conheceu. E não vai se esquecer de mim tão cedo.
Na bela praça central, as casas de fechada barroca e renascentista emolduram a poderosa Coluna da Santíssima Trindade, um patrimônio da UNESCO lindíssimo. Veja a foto, já no por do sol. Mas nem os três integrantes da coluna – o Pai, o Filho e o Espírito Santo – conseguiram me salvar do mico que paguei bem ao lado deles.
A coliuna, coberta de neve, ao final do dia.
É que no inverno, a cidade ganha um rinque de patinação no gelo, bem ao lado da coluna. Uma boa idéia, já que os parques estão proibitivos (a menos que você seja um pingüim), e a cidade tem muitos jovens, – é também um centro universitário.
Então tá. Estava toda aquela moçada toda, 80% loiros, 90% jovens e 99% patinadores, divertindo-se em seu rinque de patinação quando chega este que vos escreve e, imbuído de seu espírito tropical, resolve mostrar a todos o que é um mico.
Observação importante. Não sei patinar. Nunca soube. Nunca estive perto de saber. Nem no gelo, nem em rodas. Nada de nada.
Mas o grupo estava animado, era fim de um dia longo e, afinal, a gente se permite alguns riscos sendo turista. Peguei os patins, calcei e lá fui eu, a mula manca, entrar no gelo. Que, obviamente, escorregava uma barbaridade. Agarrei na borda e fui tentando deslizar. Ridículo. Parecia patinação da terceira idade. Só faltava um andador. E, na verdade, tinha um vovô patinando e ele era bom para burro.
O tombo era inevitável. Eu SABIA que ia cair. Só não esperava que fosse como foi.
Vendo a penúria da minha situação, os instrutores da pista – dois meninos que não deviam ter 18 anos – chegaram, um de cada lado, e disseram: We will help you. Parecia uma boa idéia… mas não.
Cada um dele encaixou em uma axila e me arrastaram para longe da borda. Mas quem disse que eu conseguia me manter equilibrado? Ou os pés iam e o corpo ficava, ou o corpo ia e os pés ficavam. Ambos para o mesmo lado, ao mesmo tempo? Nem pensar!
E a cada solavanco, meu peso (não sou pequeno) tinha que ser suportado pelos meninos (que por sua vez também estavam de patins). A cada escorregão eu parecia uma mamulengo de carnaval de Olinda, ou aquelas bonecas que dançam grudadas no artista.
E como mico é contagioso, os amigos dos instrutores, do lado de fora, rachavam o bico de tanta risada. E os garotos tentando, em vão, me manter de pé. Mas, por um décimo de segundo, eles vacilaram e… Digamos que sou um homem de fé. Acreditei que podia patinar, e acabei ajoelhado no gelo, aos pés da Santíssima Trindade.
Se você for algum dia a Olomouc, e falar que é brasileiro, não estranhe se derem um sorriso irônico ou mesmo uma gargalhada. A culpa é toda minha.
Eu e o Ursinho Pimpão em Cesky Krumlov
25 January 2010 in Curiosidades, Hotéis, Lugares e PasseiosDepois de umas férias – do blog – estou postando ao vivo e em cores da República Tcheca. Muita coisa acontecendo, inclusive nevascas incomuns, deixando tudo branco por aqui. Campos tchecos lavados com OMO. Essa minha viagem é a trabalho – estou acompanhando um grupo de operadores de turismo. É um trabalho duro, mas alguém tem que fazer, não é?
Não é a primeira que eu faço, então já me toquei de algumas coisas que se repetem. Por exemplo, em Cesky Krumlov, ficamos sempre em hotéis no centro histórico, que são edifícios preservados (o lugar todo está na lista da UNESCO). Assim, os quartos tem que adaptar ao prédio (que é dos anos 1600), e isso faz com que cada quarto seja único – uns maiores, outros menores…
Inevitável que a turma compare seus quartos. Da última vez dei azar e cai em um quarto apertadinho e longe da recepção, chatinho de chegar… Desta vez, em compensação, dei sorte: peguei um quarto no sótão do hotel Zlaty Andel (Anjos Dourados, literalmente). Quartos no sótão costumam ser legais porque, com o teto inclinado, não permitem muito fracionamento. Aí fica um quartão, que foi o meu caso. Veja a foto.
O quarto que parece segunda-feira: compriiiiiido.
Repare lá no fundo uma janelinha (todas as janelas são pequenas, porque pelo jeito, em 1600 ninguém ligava muito para insolação). Eu podia ter dado azar e essa janela estaria virada para um beco, ou parede feiosa. Mas dei sorte, e a janela dava bem para a praça principal de Cesky Krumlov. Tive a pachorra de tirar essa foto às sete da manhã, para que compartilhar com vocês a minha vista.
Sete da manhã... e eu passando frio na janela... por vocês!
Já estava ótimo, mas fica melhor. O banheiro era igualmente gigantesco (e olha que tem uns banheirinhos cruéis na Europa). Tinha o luxo de duas pias E banheira para dois. Infelizmente estava sozinho, então tive que me contentar em ficar folgadão numa banheirona. Novamente, é um trabalho duro, mas alguém TEM que fazer.
E, ao final, nem sozinho fiquei. Descobri, num cantinho do quarto, o Ursinho Pimpão. Tirei o nome da canção homônima de Celelê e Relalá “Ursinho Pimpão, tá dormindo no salão…” E foi bem isso. Eu numa cama, o ursinho Pimpão na outra, um quarto que parecia um salão e uma noite inesquecível em Krumlov.
Ei-lo! Ursinho Pimpão, se preparando para dormir.
Em tempo: não tenho a a menor idéia do que o Pimpão fazia no meu quarto. Mas anotem aí – Hotel Zlaty Andel, (www.hotelzlatyandel.cz) em Cesky Krumlov. Peça o quarto 32 e, se conseguir, dê um abraço no velho Pimpão.
Super mega Praga em 360 graus
21 December 2009 in Curiosidades, Lugares e PasseiosEssa é ótima. Acaba de ser lançada a maior foto panorâmica digital do mundo. Um tarugo eletrônico de nada menos que 192.000 x 96.000 pixel, totalizando a miudeza de 18,4 BILHÕES de pixels (ou, para encurtar a conta 18 gigapixels). É mole? Agora, eu lhes pergunto: é a maior foto do mundo, fruto de cinco anos de trabalho de um geek Jeffrey Martin, que precisava escolher UM lugar do mundo para fazer o mega-ultra trabalho de lançamento de seu site. Que cidade ele escolheu? Nova York do alto do Empire State? Paris, do alto da Torre Eiffel? Rio de Janeiro, do alto do Cristo? Não. Foi Praga, do alto da Torre da TV. Sorte sua, sorte minha, sorte nossa, que agora podemos acessar o site do Jeffrey – chama-se 360cities.net (www.360cities.net/prague-18-gigapixels), e ter uma vista maravilhosa da cidade. E o site é superinterativo, você pode girar para cima, para baixo, para um lado e para o outro, colocar mais ou menos zoom. Um espetáculo.
Praga (bem) abaixo de zero
18 December 2009 in Curiosidades, Lugares e Passeios
Escrevo este post de um laptop HP, equipado com Windows vista. ODEIO o Windows vista. Um sistema operacional chinfrim, difícil acreditar que o Bill Gates ficou biliardário vendendo produtos tão ruins. Só tem UMA coisa que acho boa no Vista (e espero que permaneça no Windows 7, para onde vou migrar) – os widgets do desktop.
Em bom português – os widgets são aqueles programinhas que você pode acionar e deixar aparecendo na sua tela. Tem calendário, agenda, hora… Mas o que eu mais gosto é o de tempo e temperatura.
Não para saber como está o tempo aqui em São Paulo – para isso tenho janelas (as verdadeiras Windows), e basta olhar para fora e ver. O legal é configurar o widget de tempo e temperatura para OUTRA cidade. Adivinha qual? Praga, é claro.
Todo dia quando ligo o laptop, aparece o tempo e a temperatura de Praga. E meio que me faz sonhar (mais um pouco) em estar por lá. Fico imaginado com está a cidade, em função do clima que se apresenta.
Bom, tudo isso porque, com esse widget, fiquei monitorando a chegada da neve em Praga. As temperaturas no início deste mês de dezembro estavam na casa dos 5º positivos. Chovia de vez em quando, chegou a abrir um sol… Mas nada de neve.
No entanto, ontem a temperatura caiu. Foi para 5º… negativos. Mas ainda nada de neve. À noite, baixou para -8º C… e nesse instante, olho meu widget e vejo -12ºC… e neve!
Muito provavelmente, amanhã Praga estará como na foto abaixo. Sorte de quem estiver por lá. Eu só vou em janeiro. Mas quem sabe dou sorte e pego uma nevasca?

Restaurante Mlyny, no Museu Kampa . Programa para depois da exposição.
17 December 2009 in Gastronomia, Lugares e Passeios, Restaurantes
O chique restaurante do Museu Kampa
Ontem dei a dica de duas exposições no Museu Kampa, para janeiro. Hoje complemento a sugestão com a dica do restaurante do museu, o Mlyny.
Vamos combinar que restaurante de Museu já é um negócio bem legal. Tem um café no Louvre que é o máximo, o do MAM em São Paulo também é uma delícia… A combinação arte + gastronomia é garantia de sucesso. E no Museu Kampa não é diferente.
O Mlyny é um restaurante chique. Bem chique. Os salões são muito bem decorados, tem janelas (parece estranho falar isso, mas é que muitos bons restaurantes tchecos são nos porões) e a cozinha é internacional. O cardápio traz pratos finos, muito bem decorados e preparados pelo chef premiado Norbert Hojda.
O prédio do restaurante, como tantos em Praga, é um edifício histórico que foi recuperado e modernizado nos últimos anos e, por isso, é uma daquelas agradáveis comunhões de antigo e moderno.

O varandão do restaurante, com vista para a Ponte Carlos,
O show de bola do restaurante, porém é a varanda, que está debruçada sobre o rio Moldava (lá os rios são limpos, e não tem marginais na beirada). Essa varanda é de um tudo, com uma vista estupenda da cidade. É largar o saco de ossos na cadeira e deixar o tempo passar, enquanto come um prato saboroso e beberica uma cervejinha… Claro que em janeiro suas chances de ficar ao ar livre são pequenas, mas vai que você volta em abril…

Uma das iguarias preparadas pelo chef Hojda
Não vou mentir para vocês, o Mlyny é caro. Mas não é absurdo. E rola umas promoções de final de semana: sábado e domingo crianças (até 12 anos) não pagam. E há um menu especial, com pratos começando em 155 coroas (R$ 15,50). Dá para encarar, não?
Exposições de arte moderna para o mês de janeiro em Praga
16 December 2009 in Lugares e PasseiosNão é porque é inverno que Praga deixa de ter atração. Já falei e repito que a capital da república Tcheca sempre tem alguma coisa acontecendo. E neste mês de janeiro a dica são duas exposições que acontecem no Museu Kampa.

Pintura de Sykora - uma das que o Museu Kampa exibe.
Zdenek Sykora – Karel Malich: Linhas e Fios – Um diálogo
Esta exposição traz obras destes dois grandes artistas tchecos, infelizmente não tão famosos a ponto de conhecermos. Mas são bons, já que há mais de 20 anos vem produzindo. Sykora é um pintor, abstrato, que utiliza linhas e cores para fazer seus quadros. Já Malich é um escultor, que faz objetos com fios. Nesta mostra, para cada quadro de Sykora há um objeto de Malych, para que você veja como cada um trabalha o mesmo conceito com uma linguagem distinta.
Outra exposição cabeça para janeiro é:
Václav Jíra: Máquinas II
Uma exposição divertida e interativa. Jíra faz “obras cinéticas”, que nada mais são que pequenas máquinas (ou nem tanto), criadas a partir da reciclagem de objetos comuns em usos inusitados. As máquinas, quando ligadas, entram em movimento e criam resultados que vão do cômico ao absurdo, passando sempre pelo divertidíssimo.
O Museu Kampa fica na Ilha de Kampa, que é colada a Malá Strana e a Ponte Carlos (mal se vê que é uma ilha). O endereço é Sovovych mlynu 503/2
118 00 Praha 1 e o site é www.museumkampa.cz
Restaurantes Não-Brasileiros em Praga
15 December 2009 in Gastronomia, Lugares e Passeios, RestaurantesOntem falei do restaurante brasileiro que há em Praga e me arrisquei a tomar pedrada de turistas puristas (bela rima). Afinal, se você viaja para o exterior não faz sentido ir atrás de comida brasileira… ou faz?
Não entro no mérito do tema, acho que cada um come onde quiser. E, por isso, resolvi falar dos OUTROS restaurantes do grupo Ambiente, todos não-brasileiros. Não tive o prazer de provar nenhum deles – ainda – então meus comentários se restringem à arquitetura, localização etc. Todos eles estão no site da Ambiente (www.ambi.cz).
The Living Restaurant – Restaurante de cozinha internacional, com endereço em Praga (Mánesova 59, 120 00 Praha 2) e também em Liberec. Me pergunto porque “Living” Restaurant. Será que servem lagosta, daquelas que ficam em aquários? Ou é só um nome “vivo”? Quem souber, me conta.

O moderno Living restaurant de Praga: lagostas a bordo?

Mais uma do Living - ainda sem lagostas na cena.
Ristorante Pasta Fresca - Ganhe um capeletti quem adivinhar a especialidade desta casa encravada numa travessa da na Prikope, pertinho da Praça da República (Celetná 11, 110 00 Praha 1). Não provei, mas tanto quanto eu sei, você nunca erra (muito) se escolher comida italiana.

O Pasta Fresca e seu salão abobadado.

Sim, isso é macarrão pendurado num quadro. Não pergunte mais nada.
Pizza Nuova – Outra casa que o nome já entrega. E, de novo, escolher uma pizza evita surpresas desagradáveis. Ainda mais quando é feita em forno a lenha, que é o caso deste estabelecimento, também pertinho da Praça da República (Revolucní 1/655, 110 00 Praha 1).

O salão do Pizza Nuova com algo que poucos restaurantes tem - janelas!

A pizaa, com massa grossa e forno a lenha - aí, moleque!
Pasta Caffe – Mais um nome italiano, mostrando que alguém da Ambiente com certeza gosta de culinária da bota… e de café espresso. Se também é o seu caso, vá até a Vodi?kova 8, 110 00 Praha 1 e refestele-se com o ambiente moderno da casa. Café com torta no meio da tarde? Hummmmm….


Tortinha a 11 horas! Toirtinha a 11 horas!
Café Savoy – de todas as casas Ambiente, esta é a mais “fora de mão”, em Praga 5. (Vít?zná 5, 150 00). Mas de longe (trocadilho infame) é a mais bonita, em estilo café vienense, bonito demais de se ver. É aquele mesmo café com torta do meio da tarde, só que com mais charme.

O chic Café Savoy (eu vi uma tortinha no balcão?)

Mais Café Savoy e... sim, eu vi uma tortinha no balcão!
Kavarna Pavillion – este é um prosaico mais bonitinho cafezinho de shopping. O shopping, no caso, é o Vinohradsky Pavillion, modernoso e bonitão, que fica na Cidade Nova (Vinohradská 50, 120 00 Praha 2). Não sei se já comentei, mas que tal um café com torta…

O Kavarna Pavillion no vão so Shopping Pavillion.

E o grand finalle: TORTA!
Quem for para Praga, por favor, prove uma tortinha em um destes lugares e me diga se é boa. Só de escrever estou com água na boca.
Ambiente Brasileiro em Praga. E estou falando de um restaurante!
14 December 2009 in Curiosidades, Gastronomia, Lugares e Passeios, Perguntas & Respostas, Restaurantes
O Ambiente é brasileiro, mas o local é tcheco - no subsolo, como é comum.
Depois de duas semanas fora, provando iguarias internacionais, muitos turistas se deparam com aquela saudade da comidinha de casa… Nem sempre, porém, dá para encontrar arroz-com-feijão em paragens distantes, e a saudade fica roncando na barriga até a volta ao Brasil.
Porém, os glutões saudosos poderão se esbaldar em Praga, com o que talvez seja a mais internacional das cozinhas brasileiras. Estou falando do churrasco, e de seu endereço em Praga: Restaurante Ambiente Brasileiro.

Mais uma do interior do restaurante.
Você já vai se sentir em casa pelo nome, completamente compreensível. Vai ficar mais à vontade quando descobrir que essa casa, de propriedade de tchecos, é comandada por especialistas do espeto importados do Brasil. Portanto, nada de adaptações – o churrasco é legitimamente brazuca.

Os churrasqueiros. Adivinhe qual é o brasileiro.
Aqui para nós, a carne vem 90% do Uruguai, mas boi é boi, e não vamos brigar por isso. Do Brasil mesmo, só o cupim (aparentemente boi uruguaio não tem corcova). Você vai poder comer picanha, fraldinha, alcatra… todos os campeões de audiência. E mais alguns, digamos, pouco comuns – como o peito de pato, o fígado de frango e a coxa de carneiro. (Eu vou estacionar na picanha e pronto!)
Para acompanhar, o bufê de saladas, com mais alguns clássicos das churrascarias tupiniquins como as saladas de batatas, saladas de palmito e saladas de folhas com croutons. Porções de farofa, pão de queijo e banana a milanesa? Por que não? O Ambiente tem!
E, como não poderia deixar de ser, a caipirinha, ícone etílico-gastronômico do Brasil, está presente. Evidentemente usando a indefectível cachaça nacional – tal como você faria na sua laje, no final de semana.

O kit caipirinha - protegido pelo Pavilhão Nacional.
Para terminar, sobremesas brasileiras como o quindão, (isso em tcheco deve ser engraçadíssimo) e o mousse de maracujá. E fechou. A conta, porque as calças não fecham mais.
Quem quiser experimentar o Ambiente Brasileiro, segue a dica.
U Radnice 8/13, 110 00 Praha 1
tel.: +420 224 234 474 / www.ambi.cz.
Allegro Restaurant. Eu não fui, mas tenho certeza que é bom.
8 December 2009 in Gastronomia, Hotéis, Lugares e Passeios, RestaurantesEu só costumo resenhar lugares que eu efetivamente fui. Porém, alguns estão além de minha capacidade… financeira. Seria in justo que minha pobreza impedisse uma boa dica. Então, conheça o restaurante Allegro, em Praga. (www.fourseasons.com/prague/dining.html)

O salão trés chic do Allegro
Este restaurante fica no hotel Four Seasons, um dos mais bem localizados de Praga, bem na margem do rio (não, também não me hospedei no hotel…). O restaurante serve 70 pessoas no salão e, nos dias que o clima permite, mais quarenta no terraço panorâmico (com vista para o rio e Castelo ao fundo, um luxo).
Como eu sei que o restaurante é bom sem nunca ter comido lá? Bom, ele ganhou o prêmio de melhor restaurante da República Tcheca por três anos seguidos (2006, 2007 e 2008). E, neste ano de 2009, ganhou uma estrela no conceituadíssimo Guia Michelin, uma espécie de Oscar da gastronomia de viagem. É o único restaurante tcheco – e em toda Europa central e do leste – que tem uma estrela destas. Então, ruim não deve ser…
O chef do restaurante é um italiano e, por isso, você vai encontrar comida italiana no cardápio. Mas não só. Tem também mediterrânea, que é prima da italiana, a continental (que minha ignorância de pobre não sabe dizer exatamente o que é) e, também, as especialidades tchecas mais conhecidas. Para beber, pode ser uma cerveja nacional, ou um bom vinho. E o Allegro tem uma PAREDE inteira de vinhos, do lado norte. É só escolher.

O estrelado Allegro - caro? Será?
Se você está achando que este restaurante deve ser os olhos da cara, veja essa promoção, chamada Gourmet on The Run. É um combinadão de dois ou três pratos de uma lista, mais água mineral, café e acesso a internet. Vale de segunda a sábado na hora do almoço e custa CZK 750 (R$ 75,00) para dois pratos e CZK 950 (R$ 95,00) para três. Não é barato, mas num momento de loucura… quem sabe?
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- BlogCatalog - Lista de blogs
Eu recomendo
- 1) CzechTourism.com - Página oficial do turismo tcheco, com informações completas e até banco de imagens.
- 2) Culinária Tcheca - Site com receitas da gastronomia tcheca e indicação de restaurantes credenciados.
- 3) Irish Institute - Este é o site do Instituto que promove a Irlanda no Brasil. E, afinal, Irlanda é um país-irmão da República Tcheca, ambos unidos pelo amor à cerveja!
- 4) Blog da Flávia - Blog de minha querida irmã, que vive na Irlanda e escreve muito bem.
- 5) Cris Berger - Site da jornalista gaúcha que visitou a República Tcheca e acabou voltando com uma exposição fotográfica na mala.
