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Saudades de um bifão

4 October 2011 in Gastronomia, Lugares e Passeios

O Mercado da Carne, seu salva-vidas em Ceske Budejovice

O Mercado da Carne, seu salva-vidas em Ceske Budejovice

Vai acontecer com você. Está viajando, conhecendo países e pessoas, já vai pra uns tantos dias longe de casa. E, como é de se esperar, a comida do país é, por si só, uma aventura. Ingredientes diferentes, temperos desconhecidos, costumes insondáveis… E eis que, lá pelo décimo dia, ela chega – a saudade de um bifão.

Quem é brasileiro e carnívoro, como eu, sabe do que estou falando. Saudades do Bifão é aquela ânsia de comer um belo bife, e de carne de boi (ficariam surpresos com o que há de bifes pouco ortodoxos neste mundo). E a tarefa, que no Brasil é fácil, pode ser ingrata na Europa central. Já rodei muito a República Tcheca e nunca vi um boizinho pastando. Ou seja, carne de boi é artigo importado e por isso meio raro, e por isso meio caro…

A melhor coisa é se ligar nas dicas do blog e ter alguns endereços de emergência na mala, para quando a Saudades do Bifão chegar. Minha dica de hoje vai salvar sua pele em Ceske Budejoivice, a antiga Budweis, e lar da verdadeira e legítima cerveja Budweiser (veja o post Budweiser x Budweiser).

Em Ceske Budejoivice fui acometida da minha mais recente Saudade do Bifão e, por uma sincronicidade gigantesca, (Não existe acaso! Foram os deuses do bifão!) o programa do dia acabava no restaurante Masné Krámy. O nome já era um bom prenúncio, mas eu só descobri depois (literalmente Mercado de Carne, pois era essa a função do local em priscas eras).

O restaurante fica a uma quadra da praça central (a maior praça da Europa central, onde está a belíssima Fonte de Sansão). É uma esquina simpática, e super concorrido – mas não tinha fila quando chegamos. E, para a alegria deste viajante com Saudades do Bifão, o menu oferecia diversas especialidades de pura e boa carne bovina (opções suínas também disponíveis), acompanhados das fiéis escudeiras, as batatas fritas. Tudo isso regado a 500 ml de Budweiser tcheca (lembrem-se, a verdadeira!) e foi a alegria da noite.

 Para quem vai a Ceske Budejovice, para quem é carnívoro e, principalmente, para quem Saudades do Bifão, eu recomendo: www.masne-kramy.cz.

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A sombria Capela de Ossos em Sedlec

27 September 2011 in Curiosidades

 

O decorador fez maravilhas com um orçamento tão baixo!

O decorador fez maravilhas com um orçamento tão baixo!

Se você se impressiona com coisas do além, fantasmas e congêneres, vai adorar este post (mas provavelmente vai evitar o lugar). Em Sedlec, uma cidadezinha perto de Kutna Hora, por sua vez uma cidadezinha perto de Praga (uns 60km), está uma capela famosa por sua decoração, digamos… diferente. A capela, que fica dentro de um cemitério (uhuhuhuhuh) é decorada com uns 40 mil ossos humanos.

Não, não é o brasão do Sedlec F.C.

Não, não é o brasão do Sedlec F.C.

São lustres, brasões, adornos na parede, todos usando como matéria prima crânios, úmeros, rádios, tíbias, perônios e outros ossos de gente morta há mais de cinco séculos. Ajuda a criar o clima o fato de ser num subterrâneo. Mas é bem iluminado, então não é nada parecido com um trem fantasma.

O decorador fez maravilhas com um orçamento tão baixo.

40.000 esqueletos reunidos em um só lugar!

 Para quem quer saber, estes ossos foram acumulados ao longo dos séculos, na época em Kutna Hora era a cidade mais importante da Boêmia por causa de suas minas de prata. Fora isso teve guerras, peste… e os mortos foram aumentando, até um frei resolveu, por falta de coisa melhor para fazer, usar os ossos na decoração.

Você entraria sozinho na capela? A noite? Com chuva?

Você entraria sozinho na capela? A noite? Com chuva?

Você pode gostar, ou não. Pode achar tétrico, ou não. Mas uma coisa não se discute: é uma atração única, ou quase: pelo que sei, há algo parecido em Portugal. Mas, com certeza, não é algo que se vê todo o dia. As visitas acontecem todos os dias, das 9h às 17h.  E alguém se atreveria a fazer um tour noturno?

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Hotel Jalta, onde as paredes tinham ouvidos

8 September 2011 in Curiosidades, Hotéis, Perguntas & Respostas

Essa história é ótima, no melhor estilo guerra fria, e o melhor – 100% verdadeira.

É a história do Hotel Jalta, em Praga. Super bem localizado, no meio da Praça Venceslau, pertinho das lojas, das baladas, do metrô… dá para ir a pé para as atrações turísticas (exceção do castelo, mas veja o post do Bond 22 e problema resolvido).

O Jalta e sua arquitetura socialista... O que será que ele esconde?

Até aí, nada demais. Porém, o simpático diretor do hotel me contou – e mostrou – a história da sua construção (do hotel, não do diretor!). Corriam os anos 50, e a guerra fria rolava solta. Era a época de ouro da espionagem, mas aquela espionagem romântica, jamesbondiana, e não estas coisas com satélites a controle remoto que se vê hoje. Conseguir uma informação, naquela época, era um parto.

Eis que os membros do partido comunista tem uma idéia – construir um hotel, especial para acomodar os estrangeiros… Quanta hospitalidade… Acontece que o hotel foi planejado para espionagem. Todos os quartos tinham escutas, e um funcionário ficava no subsolo ouvindo tudo que se falava nos quartos (já pensou? O que não deve ter ouvido…)

O quarto Jalta - boi na linha?

O subsolo, aliás, é um caso a parte. Ele é, na verdade, um bunker, projetado para proteger autoridades em caso de ataque aéreo. Para ser mais sincero, a o hotel surgiu para esconder o bunker. E lá no subsolo tinha de tudo – dormitório, mini-hospital, sala de comunicações, máscaras de gás… Além de várias saídas de emergência, túneis que davam para pontos de fuga na praça Venceslau. O bunker está lá, preservado, e os hóspedes podem fazer um tour e ver essa faceta da guerra fria.

Tem gente que se incomoda com o confinamento, mas eu achei muuuuito legal. E, só para ser justo, o Jalta tem um excelente café-da-manhã, preços bons, quartos bem espaçosos e sem escutas – juro, não tem! Quer dizer, espero que não…

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O Livro de Praga

12 July 2011 in Lugares e Passeios

Acabei de ler “O Livro de Praga”, de Sergio Sant´Anna, recém editado pela ótima Cia das Letras. Recomendo. Para quem não sabe, Sergio Sant´Anna é um autor carioca (ou seria fluminense), ganhador de quatro prêmios Jabuti, o mais importante da literatura no Brasil. Ele foi convidado pela editora a oarticipar do projeto “Amores Expressos”, que manda autores para vários lugares do mundo para, na volta, escreverem um livro baseado na cidade que visitaram.

A capa do livro: bem que podia ter uma foto da cidade!

A capa do livro: bem que podia ter uma foto da cidade!

O que mais gostei no livro foi que Sergio fugiu do óbvio. Praga é muito romântica, muitos casais vão em lua-de-mel… isso todo mundo sabe. O Sergio preferiu explorar uma Praga  mais sexualmente carregada, que é uma visão que não só ele tem, mas muita gente também. 

O resultado ficou ótimo, com um romance maluquésimo, às vezes sexualmente explícito, mas sem ser pornográfico (não entendeu? leia o livro!). De quebra, as histórias – são sete “contos”  – se entrelaçam e você fica preso na leitura querendo ver onde vai dar. E – para minha alegria – usa vários cenários praguenses, como a ilha Kampa, a ponte Carlos, a cidade Velha… Quem ler o livro vai se deleitar tanto com a história quanto com o cenário. E já vai ficar com um gostinho a mais para ver ou rever Praga. Trabalho de um mestre com quatro jabutis nas costas (o pêmio, não o cágado).

Agora, só resta esperar que o livro vire filme!

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Haja Rolha

10 June 2011 in Curiosidades, Lugares e Passeios, Perguntas & Respostas

 Esta é ótima. O Sr. Miroslav Svoboda, cidadão da pequena e pacata Mutenice, no sudeste da República Tcheca, resolveu atacar de Marcelo Rosenbaun e fez um extreme makeover em sua casa – cobriu três das paredes com uma decoração feita com nada menos que 180 mil rolhas. Sim, rolhas, destas de garrafas de vinho.

A rosácea (ou rolhácea) da Casa de Svoboda

A rosácea (ou rolhácea) da Casa de Svoboda

As paredes ficaram bacanas, e a casa já virou atração turística. Svoboda, evidentemente um grande apreciador dos vinhos,  levou dois anos trabalhando na obra, e completou a tempo de comemorar seus 50º aniversário. Para Mutenice, Svoboda é um herói, já que colocou o vilarejo no mapa do turismo. Mas algumas perguntas não querem calar, como:

1)      Svoboda bebeu 180.000 garrafas de vinho?

2)      Svoboda tinha um emprego, ou era rolhista em tempo integral?

3)      Se você grafitar uma parede de rolha ela vira quadro de avisos?

Ty Pennington que se cuide.

Ty Pennington que se cuide.

De qualquer forma, mais um motivo para visitar a República Tcheca, e especialmente a região vinícola da Morávia do sul onde, não por acaso, mora o talentoso senhor Svoboda.

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Budapeste X Praga

24 April 2011 in Lugares e Passeios, Utilidade pública e tcheca

 Em mais um post de nossa série de comparações incomparáveis, uma batalha imperial entre Budapeste e Praga. Duas cidades que já pertenceram à mesma monarquia, e que hoje pertencem a inúmeros roteiros turísticos. De fato, brasileiro adora fazer Budapeste, Viena e Praga – com possível passadinha em Berlim.

Bom, antes não podia falar, porque só conhecia Praga. Mas agora, os ventos da vida (ou seriam vendavais) me trouxeram a Budapeste. E, para provocar, me deram dois dias maravilhosos de primavera. Agora mesmo, escrevo este post na frente do Danúbio, com o sol se pondo atrás de Buda (e eu sentado em Pest). São 8 e maia da noite. Vou pedir uma bebidinha e comentar que meu trabalho é duro, mas alguém tem que fazer!

Bom, voltando às duas cidades, não vou entrar o mérito de qual é mais bonita. Isso seria indelicado. O que posso dizer é que as duas merecem a visita. Pode ficar 11 horas num avião, porque vai valer a pena.

Budapeste me pareceu mais “latina”, no sentido de que os húngaros são um pouco mais sociáveis num primeiro encontro. Porém, ela é mais esparramada, e isso significa que tem mais ruas e avenidas na parte central, que é a mais interessante. Em Praga, tudo é mais concentrado – todo o centro histórico se faz a pé, caminhando, e as coisas estão mais perto. Em Budapeste você vai precisar se deslocar entre as principais atrações

Para simplificar a vida, especialmente de quem não gosta de ler posts longos, vou fazer uma tabelinha. Você  decide o que é mais importante. Mas, repito, as duas valem muito a pena.

Item                                                  Budapest                                                Praga

 Comida típica              Qqer coisa com páprica              Qqer coisa com knedliky

Bebida                                    Vinho muito bom                              Cerveja ótima

Atrações                                     Espalhadas                                      Concentradas

Hospitalidade                      Muito atenciosos                                  Só atenciosos

Compras                               Preços razoáveis                                 Preços baixos

Língua                            Húngaro, impossível falar                   Tcheco, impossível falar

Rio                                            Danúbio, lindo                             Moldava, lindo também

Mulheres                  Lindas, cabelos castanhos                           Lindas, cabelos loiros

Homens                                  Não avaliado                                                 Não avaliado

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O superbonder da Ponte Carlos

22 February 2011 in Curiosidades, Lugares e Passeios

Ponte Carlos - a junção de pedra e ovos.

Ponte Carlos - a junção de pedra e ovos.

A Ponte Carlos – a mais famosa e charmosa de Praga, e uma das mais bonitas do mundo – foi construída em  1347, a mando de Carlos IV (de quem herdou o nome muitos anos depois).

Claro que uma ponte desta idade acumula muitas histórias (de São João Nepomuceno a Tom Cruise em Missão Impossível). Mas talvez o mais espetacular é saber que a ponte resiste a mais de sete séculos de intempéries. Imagine quantas enchentes o rio Moldava não viu em 700 anos, para não falar de blocos de gelo escorrendo rio abaixo.

Conta a lenda que os engenheiros que construíram a ponte usaram uma receita de supercola na argamassa, num tempo em que superbonder era um devaneio de alquimistas. O que era? Prosaicos ovos de galinha.

Durante séculos esta história passou como mais uma das muitas lendas da ponte. Mas recentemente, durante obras de manutenção (sim, uma ponte de sete séculos precisa de manutenção, eventualmente), cientistas analisaram a argamassa profundamente e… surpresa! Encontraram traços de ovos na massa. Ou seja, a lenda era verdade.

Talvez a idéia pudesse ser aproveitada no Brasil. E aí nossas pontes poderiam durar um pouco mais…

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Cerveja tcheca para principiantes

6 December 2010 in Gastronomia, Restaurantes, Utilidade pública e tcheca

A cerveja tcheca é simplesmente ótima. Ponto. Mas, como já comentei, existem mais de 400 marcas diferentes – muitas exclusivíssimas, de produção artesanal, outras produzidas em escala industrial. É claro que, mesmo todas sendo tchecas, há diferenças. Aqui vai então, um pequeno guia de como de iniciar nas cervejas da Boêmia, extraindo o maior prazer de cada gota.

 

Primeiro, algumas considerações:

Tipos – As cervejas podem ser claras (svetle) ou escura (tmave). Prefira começar com as claras, são mais palatáveis no início.

Temperatura – na República Tcheca, as cervejas são tomadas em temperatura próxima dos 5º C. Alguns desinformados falam que é cerveja “quente”. Minha sugestão é que saiam ao ar livre, sem camisa, com 5º C e veja se ainda acha que está quente. A verdade é que no Brasil existe a cultura da cerveja “estupidamente gelada”, o que até faz sentido num país tropical. Mas para tchecos cerveja é cerveja, e não  refrigerante.

Lúpulo – Boa parte do segredo da cerveja tcheca é o lúpulo, produzido no país. Ele deixa o gostinho amargo no final do gole. Mas há lúpulos e lúpulos, mesmo entre os tchecos.

Chope X Cerveja – Lá como cá, há as duas formas de cerveja: a em latas ou garrafas e a de barril (tocene). Lá como cá, o chope é melhor que a cerveja, porque é mais fresco e sem conservantes.

Se o bar é bom… – Também faz diferença o lugar onde se pede. Alguns são melhores que outros. Difícil dizer qual é melhor que qual mas, como regra geral, prefira onde os locais freqüentam.

 Tudo isso posto, vamos dar nome aos bois. Assumindo que você vai chegar em Praga, a primeira cerveja a se experimentar pode ser a Staropramen. O lúpulo dela não é tão acentuado e, por isso, está mais próxima do paladar brasileiro. Depois dela, pode tentar ou uma Gambrinus (que a mim pessoalmente não agrada) ou uma Krusovice, que já amarga um pouquinho. Quando estiver acostumado a estas, daí parta para a mais famosa e mais vendida Urquell, e a Budweiser.

Mas atenção: bar que vende uma não vende outra. Então, identifique qual a marca do estabelecimento antes de pedir. Normalmente tem uma plaquinha com o logo bem na porta, muitas vezes junto com o nome.

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Onde comprar cuecas em Praga

18 November 2010 in Compras, Perguntas & Respostas, Utilidade pública e tcheca

Ninguém quer que aconteça, mas pode acontecer: sua bagagem extraviou.

Aí você está em Praga, lindo, leve e solto, mas sem uma peça de roupa. Enquanto a companhia aérea descobre de quem foi  burrada, você precisa se virar. Calça, camiseta, meias… e cueca! (Lembre-se que a sua aguentou heróicas 17 horas dentro do avião, ela merece descanso).

O paraíso tcheco das cuecas.

O paraíso tcheco das cuecas, e além!

E cueca é um caso a parte. Calça, camiseta, tudo isso é universal. Mas cueca é algo incrivelmente íntimo. E geralmente muito diferente de país para país. Um cuecão de corte incomum pode causar um incômodo incrível, especialmente após um longo dia de caminhada. Sem contar a estampa e o modelo, facilmente ridicularizável no vestiário do clube.

Pois bem, nosso blog tem solução para tudo, até para falta de cueca – a loja Tezenis, em Praga.

Talvez vocês conheçam, já que a marca é originalmente italiana (o que é boa referência em termos de moda). No Brasil, não tem. Mas em Praga tem. E bem na rua Na Prikope, número 25. Para quem não sabe, a Na Prikope é a grande rua de comércio, sai da parte baixa da praça Venceslau e vai até a Casa Municipal e Praça da República. E a Tezenis fica justamente mais ali perto da Republika Namiesti.

Mas vamos nos concentra nas cuecas. O bom da Tezenis é que ela tem uns modelos ultra confortáveis. Tem do tipo slip, sunga ou samba-canção, sempre em algodão, o melhor amigo de suas virilhas. Então, em termos de conforto estamos bem cubertos. Falta o lado fashion (eventualmente sua cueca pode ser vista). E nesse ponto a loja está bem, também. Tem desde o básico neutro – preto, cinza, azul liso – até alguma coisa mais audaciosa – detalhes de cor nas emendas, estampas contemporâneas… E, importante, NUNCA aquela infame cueca cor de band aid, um verdadeiro chá de salitre em qualquer libido.

E como quase tudo em Praga, a loja não é cara. Essas cuecas bacanas, descoladas e eventualmente essenciais, não aem mais caras que similares nacionais de qualidade inferior. Tanto que, apesar de nunca ter tido a mala perdida, estou preferindo abastecer meu cuecário em Praga. Não tenho tido reclamações.

Por fim, uma informação útil e extremamente importante: as cuecas respondem por no máximo 20% da loja. Os outros 80% são dedicados à moda íntima feminina, nos mesmo princípios mas com muito mais variedade (como sempre). Tão legal que vale a visita, mesmo se ninguém perder sua mala.

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Lua-de-mel em Praga – onde ficar

2 November 2010 in Hotéis, Perguntas & Respostas, Restaurantes

Este post tem o objetivo simples de dar boas dicas de hotéis bárbaros para lua-de-mel em Praga. Mas já ressalvo, antes que me comam o fígado, que em linhas gerais Praga inteira é um ótimo lugar para lua-de-mel. Ficando em qualquer hotel 3 estrelas para cima você vai ficar bem. Mas, se puder considere estas opções:

O quarto do Mandarin e seu banheiro de piso aquecido. Um entre vários mimos.

O quarto do Mandarin e seu banheiro de piso aquecido. Um entre vários mimos.

Mandarin Oriental – Bárbaro, bárbaro e bárbaro. O hotel foi construído onde era um antigo mosteiro, e preservou o edifício histórico, mas com tudo moderno. Quartos de tamanho ótimo, decoração elegante e – novamente bárbaro – chão do banheiro com aquecimento. As amenities são um luxo. O bar tem um famoso Martini de laranja. O SPA é uma delícia, no local onde era a capela do mosteiro.  E pelo menos uma noite jante no restaurante do hotel.

Vista externa da exclusiva suite top do The Augustine. Com algum sortudo lá dentro.

Vista externa da exclusiva suite top do The Augustine. Com algum sortudo lá dentro.

The Augustine – Outro que aproveitou um antigo mosteiro e virou hotel. A decoração é muito, muito bonita, mesclando moderno descolado com clássico suave. Preste atenção nos lustres – tem um na recepção e outro no bar, totalmente diferentes e ambos deslumbrantes. Mas o destaque do hotel é a suíte top de linha: fica na antiga torre do mosteiro, e tem vista de 360 graus para os telhados vermelhos de Malá Strana, com o rio de um lado e o Castelo do outro. Faça reserva com antecedência, porque só tem uma e é disputada a tapa.

Ária – Andei comentando dele recentemente, quando falei do jardim secreto de Malá Strana. Bom, aparte o jardim, o hotel também é show. Se puder pagar a suíte Mozart, leve um GPS para não se perder dentro do quarto. Peça ajuda ao concirege musical e faça uma trilha sonora adequada para a(s) noite(s) de núpcias. O restaurante Coda serve cozinha internacional e tem um salmão fantástico.

O quartinho do Leonardo. Bom custo benefício, não?

O quartinho do Leonardo. Bom custo benefício, não?

Leonardo – Se você gastou demais na festa de casamento, essa opção mais econômica vai agradar. Em plena cidade velha, em um edifício histórico, este hotel com acento italiano agrada pelas instalações aconchegantes (e isso é bom numa lua-de-mel) e pelo atendimento caloroso. Quando o assunto é amor, você não erra se escolher um italiano.

O cinematográfico Imperial.

O cinematográfico Imperial.

Imperial – Esse tem ótima localização, entre cidade velha e nova, e recomendo mais que tudo pelo café – se você assistiu “O Ilusionista” você viu o café do Imperial. O hotel  ficou caído um tempão, mas foi completamente renovado há uns cinco anos e os quartos estão bem bonitos.

Yasmin – Este é um hotel boutique com bom preço e boa localização. Decoração leve, móveis moderninhos, facilidades… Ótimo custo benefícios para quem quer só “um lugar para dormir”.

Quarto do Budha Bar e sua decoração intensa.

Quarto do Budha Bar e sua decoração intensa.

 

Sim, esse é o Fous Seasons. Embora pareça um palácio.

Sim, esse é o Fous Seasons. Embora pareça um palácio.Kings Court - bonito e incrivelmente bem localizado.

O Kings Court - lindo e incrivelmente bem localizado.

O Kings Court - lindo e incrivelmente bem localizado.

E outros – quem já namorou em Praga recomenda também o Budha Bar, o Four Seasons, o King´s Court, o Andels e um monte de outros… No final, se você está indo coma pessoa certa, qualquer lugar vai ser uma delícia, não é?

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  • 3) Irish Institute - Este é o site do Instituto que promove a Irlanda no Brasil. E, afinal, Irlanda é um país-irmão da República Tcheca, ambos unidos pelo amor à cerveja!
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